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"Montante saudável..." |
A dirigente do FMI saudou as contribuições, que incluem US$ 43 bilhões da China, US$ 10 bilhões do Brasil e mais US$ 10 bilhões do México. Rússia e Índia - que integram o Brics com Brasil, China e África do Sul - também prometeram US$ 10 bilhões, mas os sul-africanos se limitaram a US$ 2 bilhões.
No caso específico do Brics, a contribuição está vinculada à implementação, por parte do FMI, da reforma do organismo aprovada em novembro de 2010 e que estabelece um aumento do poder de voto de várias nações emergentes no Fundo.
Os presidentes dos Brics "concordaram em incrementar os recursos disponíveis para o Fundo Monetário Internacional (...) contanto que estes recursos sejam utilizados apenas depois dos atuais disponíveis. Além disso, todas as reformas do FMI acertadas em 2010 serão completamente implementadas a tempo, incluindo uma reforma de voto", destaca um comunicado do grupo.
Reserva virtual
Os Brics também analisaram a possibilidade de se criar um fundo "virtual" de reservas para fomentar um intercâmbio de moedas que dinamize suas relações comerciais e reduza o impacto da crise financeira.
"Resolvemos iniciar estudos para a criação de um fundo virtual de reservas de modo que possamos realizar 'swaps' entre os Brics", revelou o ministro brasileiro da Fazenda, Guido Mantega.
Segundo Mantega, os países do Brics têm a capacidade de "dar mais dinamismo à economia internacional", mas para tal é necessário que adotem medidas para "estimular" o comércio entre si.
Os Estados Unidos pediram à União Europeia e ao FMI que renegociem os termos da ajuda à Grécia para permitir que Atenas tenha mais tempo para cumprir os compromissos assumidos com o plano de socorro.
As eleições gerais gregas deste domingo (17) deram a vitória ao partido conservador Nova Democracia, partidário do euro, mas por pequena margem. Como consequência, o FMI se manifestou aberto a uma renegociação dos elementos do crédito de 130 bilhões de euros concedido a Atenas.
No projeto de declaração final da cúpula, cujo rascunho foi obtido pela AFP, o G20 "se compromete a adotar as medidas necessárias para reforçar o crescimento mundial e restaurar a confiança".
"Atuaremos conjuntamente para reforçar a recuperação e responder às tensões dos mercados financeiros (...) e os Bancos saudáveis, capazes de emprestar, são essenciais para a recuperação mundial".
O grupo também manifesta sua disposição de lutar contra o protecionismo "sob todas as formas" e de promover a criação de empregos no planeta.
G 1
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